segunda-feira, 30 de maio de 2011

Maria da Cruz



Ali estava ela, debaixo da cruz.

Não há cena tão tocante, difícil, bela, dolorosa, acalentadora, tudo ao mesmo tempo, quanto à cena de uma mãe que vê o seu filho, o qual ela carregou no seu ventre, amamentou, embalou, educou, fez dar os primeiros passos ser entregue ao sofrimento e a morte. Quanta dor sentia Maria ao lado da cruz do seu filho Jesus, o Salvador do mundo, o seu menino, aquele que aprendeu com ela e que é Mestre.

Ali estava ela, a mãe de Jesus.

A mãe de Jesus, a mãe do Senhor, a mãe de Deus, a mãe. Mãe. A missão que essa mulher recebeu não foi simples e fácil como poderíamos correr o risco de imaginarmos. Ser a mãe do Senhor implicava uma série de renuncias assim como qualquer outra missão. A cada um de nós, o Senhor atribui uma missão, assim também foi para Maria. Missão tão linda e tão difícil. Que bom que Maria disse sim; sim ao projeto de Salvação do Senhor.


Sentindo toda a dor, que o meu Jesus sentiu.

Maria que frente à profecia de Simeão tem a dor como parte da sua missão: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). Assim também quando precisou fugir para o Egito para que Herodes não matasse o seu filho Mt 2,13-14. Dor que continuar a transpassar o coração e a alma de Maria quando Jesus fica em Jerusalém na ocasião da festa da Páscoa. Lc 2, 43. Dor mais profunda, se é que se pode mensurar a dor de uma mãe, sente Maria ao encontrar seu filho ao caminho do Calvário; Aos pés da cruz lá estava ela, como uma mãe que não abandona seu filho jamais; Quão profunda a dor de receber nos seus braços o corpo do seu filho amado, do seu Senhor, do seu Salvador para ser depositado no sepulcro. A inversão dos papéis: A mãe que sepulta o filho. Nossa Senhora das Dores, rogais por nós.

"Mulher eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua mãe!"

Maria, exemplo de fidelidade e obediência. Aos pés da cruz “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho.’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe.’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa.” (Jo 19, 26-27). São Bernardo nos diz que é mais uma dor que traspassa a alma desta mulher, pois há uma troca, ela que é mãe do Salvador, a mãe do filho de Deus, perde seu filho para receber em troca, o filho de Zebedeu, trocar o Mestre pelo discípulo. No entanto, Maria o acolhe. Quanto ao discípulo, ele recebe a sua mãe e a leva para casa. Nós somos os discípulos, portanto, devemos acolher a nossa Mãe em nossas vidas, em nosso coração. Que herança tão linda, quanta honra para cada um de nós, recebermos Maria como nossa mãe.

Tudo está consumado. Maria como és, quero ser!
Quero seguir com Jesus até o fim.
Maria, mãe de Jesus e minha também.

Maria, mãe de Jesus, Maria nossa mãe, queremos ser como és, no olhar, no pensar, queremos ser como és quando o Senhor nos chama; Mãe, ensina-nos a confiar, a ter sempre os olhos fixos na cruz, a imitar-te. Ensina-nos a ser obedientes como és e a seguir o teu filho até o fim para que um dia possamos contemplar a face do nosso Deus como já fazes.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.



Almir Gomes
CDSA - UAEDUC - UFCG
http://www.cdsa.ufcg.edu.br/portal/
http://twitter.com/gomesalmir

Um comentário:

  1. ROMMERYTO AUGUSTO2 de junho de 2011 14:32

    QUE BOM ALMIR PODER REFLETIR COM VOCÊ UMA DAS CENAS MAIS TRISTES DA VIDA DE JESUS: SUA MÃE AOS SEUS PÉS, COMO QUE CUIDANDO PARA QUE O SANGUE NÃO PINGASSE EM QUALQUER UM OU EM QUALQUER LUGAR.

    MELHOR AINDA SERIA SE SOUBÉSSEMOS QUE A PERSEVERANÇA É AÇÃO DE VERDADEIRO CRISTÃO, E OS MOMENTOS DE CRISE E TRISTEZA SÃO TAMBÉM O DE CONFIAR.

    PARABÉNS PELA REFLEXÃO!

    DEUS TE ABENÇÕE!

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