quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

VIVER em sociedade.

Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?


Que desafio, hein?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55)
Clarice Lispector

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pode me chamar de GAY

Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido.

Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.

Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay. Que seja bem alto.

A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo.

Texto de Fabrício Carpinejar. Crônica do livro Canalha!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Confiança em mim

Vivemos em um mundo cercado de desconfiança, onde todos são suspeitos até que se prove o contrário. Muitas vezes essa desconfiança é fruto de insegurança e uma certa falta de autoconhecimento de se. Mais quero nesse post tratar não da desconfiança que assola muita gente, prefiro discorrer a respeito da CONFIANÇA, essa sim merece nossa atenção e reflexão.
Alguém disse que " a confiança que temos em nós mesmo, reflete-se em grande parte, na confiança que temos nos outros". LEMBREI... quem disse isso foi François. A frase mesmo tendo sido escrita em pleno século XVII está totalmente atualizada quando nos remetemos ao ato de confiar.
Paremos e façamos o exercício de lembrar de alguém que confia em se mesmo... Lembrou? quando estamos ao lado dessas pessoas um sentimento de confiança emana no ar.
O ato de confiar nos dar a certeza de que temos confiança em se mesmo. Deixemos de jugar as pessoas simplesmente pelo que somos ou entendemos da vida, sejamos mais cordiais para enxergar no outro alguém mais evoluído do que nós e com essa atitude vislumbremos a possibilidade de aprender a confiar usando dessa confiança como aprendizado.
Mais caro leitores, a confiança pode exaurir-se quando a exigimos, por tanto, nos cabe apenas confiar com equilíbrio, assim como todas as coisas deveriam ser... EQUILIBRADAS.
Agora eu, Jânio Medeiros, escritor de fim de noite vou dormir com a certeza de que confio em mim. Logo, confio no outro.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Reflita por favor!


É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.

Clarice Lispector

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Eu e você!

"Se eu pudesse mostrar a você o que sinto ... e quando além das minhas palavras todo o sentimento verdadeiro que tenho aqui for traduzido para a linguagem corrente, verás quão importante você estar se tornando. E assim, talvez vislumbre melhor o quanto és admirado no meu coração"


( Jânio Medeiros , escritor de fim de tarde)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Protagonismo Juvenil e o professor


A juventude é a etapa da vida onde estamos nos transformando e construindo espaços que vão nos formar, vai nos constituir como sujeito. Nessa etapa da vida sofremos muitos e também somos felizes demais, é a época da intensidade.

Hoje ouvimos muito falar em perca de valores ou até mesmo mudanças de valores. Realmente os jovens mudaram como quase tudo mudou na sociedade. Mas porque os jovens carregam esse fardo pesado da culpa.Ouvimos sempre alguém falando que "os jovens de hoje, não querem nada com a vida". Isso não é verdade, os jovens modernos, apenas mudaram suas maneiras de lutar pelos seus direitos, eles são MODERNOS.Ao invés de pintar suas caras, eles escrevem em seus blogs, ao invés de pedir o impeachment do presidente, simplesmente se recusam de votar. Os jovens estão protagonizando novos tempos...

O jovem mostra no seu jeito de vestir, falar e em suas atitudes de forma geral que são diferentes sim, mas tem potencialidades de protagonizar coisas boas e significativas.

Para nos professores, educar os jovens modernos do século XXI é um desafio e devemos nos manter informados e respeitosos com as atitudes dos jovens que na verdade querem apenas seu lugar ao sol.

Infelizmente, “A escola não enxerga, no estudante que recebe , um outro jovem. Já não mais aquele que vinha para receber lições, mas um outro que chega desejoso de construir suas formas de expressão” (Carneiro, 2002)

houveram várias mudanças significativas na sociedade, menos dentro da escola. Essas instituições de ensino continuam com modelos arcaicos e regados de muito preconceito, afastando os jovens e deixando um lugar quase torturante para alguns alunos.

Ensinar e aprender na sociedade do tênis rosa, da camisa gola V e dos celulares super modernos consiste em deixar o velho e ir ao novo, sem esquecer das contribuições dos VELHOS Sábios.

Cabe a nós, professores potencializar nossos jovens e orienta-los para saber usufruir bem toda sua energia em prol de se mesmo e de uma sociedade melhor, mas humana.

Lembremos, sempre de conjugar assim... Eu sou, tu és , nós somos HUMANOS

Jânio Elpídio de Medeiros, professor de Matemática.

domingo, 9 de outubro de 2011

Defeitos, Eu tenho e Você?


Qual é o defeito que te sustenta?

Vivo cheio de pessoas dizendo que isso é feio,é pecado, é defeito...

Então, senhores Santos de plantão, me defina o que é um defeito? Difícil né? cheguei a mais uma conclusão com o exercício diário da Reflexão, nossos defeitos nos sustentam, são bases firmes que muitas vezes é apenas visto com olhos avaliativos e maldosos.

Mas se um dia eu puder ver tudo o que já vivi, ou seja, ver o meu passado inteiro, com certeza enxergarei os defeitos que sempre estiveram ali para me sustentar. Vou continuar defeituoso, anti-simétrico , mas sempre na busca por viver sem dar ouvidos a outros que nem sabem, mas estão cheio de defeitos.

Tarde de domingo entediante, sentado no meu sofá rosa ao som dos meus pensamentos.
Jânio Elpídio de Medeiros, alguém cheio de defeitos.

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender



1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os blogs a trabalho da informação

O vale do sabugy vive constantemente discutindo a respeito da politica, seja investigando quem será os candidatos das eleições 2012 ou mesmo avaliando os mandatos atuais.
O exercício da reflexão é importante para escolhermos com segurança nossos representantes e avaliar de forma continua processual esse que outrora foram escolhidos. Os blogs comprem um papel importante, pois propicia aos leitores as informações necessárias e trazem sempre pontos de discussões que são pertinentes ao direitos dos cidadãos.
Hoje os blogs possibilitam várias discussões que poderão configurar novos resultados nas candidaturas futuras, pois a cada dia nos tornamos mais pro-ativos na política, sempre buscando o entendimento das posturas existentes.
Santa Luzia -PB vive esse quadro com o Blog do meu amigo Zé Aderivaldo http://zeaderivaldo.blogspot.com/ . Em poucos meses o blog tem mais de 21 mil visualizações. Acredito que Zé possibilita aos santaluzienses a oportunidade de mostrar ao Vale o que acontece com a politica Santaluziense. Da mesma forma existem outros santaluzienses que cumprem essa postura de preocupação com a informação.
Com o advento da informação rápida podemos divulgar os bons resultados e discutir os maus. Acredito que estamos no caminho certo.

Por mais, fico na espera de dias melhores ...

Jânio Elpídio de Medeiros

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

É por isso que sou Professor.


Caros leitores desse espaço de REFLEXÃO, quero lhes pedir licença para compartilhar com vocês algumas cartas cheias de carinho que recebi de alguns alunos meus do 6º ano do ensino fundamental do Centro Educacional Beatriz Menezes onde trabalho como professor de matemática.
É por esses alunos e pelos demais que passo inúmeras horas acordado para levar o melhor e lhes garantir uma educação matemática de qualidade. MENINOS E MENINAS,hoje sou mais feliz por saber que vocês gostam de mim. :)

Brayan, Ana Paula, Cibelle e Ricardo meu muito obrigado pelo carinho.

Leitores, leiam as cartas de meus alunos....






Penélope Charmosa em defesa das crianças

Caro leitores do Blog "Reflexão todos os dias" estamos chegando perto dos dia das crianças e quero compartilhar com vocês um texto bastante reflexivo da Profª Cristiane Borges. Ela deixa a formalidade acadêmica de lado e escreve de uma forma totalmente clara para vocês leitores do blog. Boa leitura!

POR: CRISTIANE BORGES

Oi gente!

Achei muito legal esse lance da gente trocar a fotinha de nosso perfil no face, para uma personagem q nos trouxesse lembranças da infância, em protesto à violência contra crianças... Eu, como adoro a Penélope Charmosa, prontamente aderi...

Mas eu acho que, para além de trocar a foto do perfil, a gente deve aprofundar um pouco as reflexões sobre esse tema... Assistimos, cotidianamente, na mídia de uma forma geral e próximos a nós mesmos, cenas estarrecedoras de violência contra crianças... Violência física, sexual e moral... Esta última muitas vezes velada!!!

Um dia desses aconteceu um lance comigo muito trash... Eu estava dentro de meu carro, em um semáforo, e um menininho, com uns 7/8 anos, me pediu dinheiro... Eu me recuso a dar dinheiro a essas crianças pedintes, porque a gente sabe qual é o destino, né? Eu dou comida, dou brinquedo, dou roupa, mas dinheiro não!!! Pois bem, esse menino, diante da minha negativa, começou a fazer gestos obscenos para mim... No primeiro momento eu fiquei chocada, vendo aquele pirralhinho fazendo aquele monte de coisa com a mão, com a boca, etc... Depois, cai na real, e fiquei muito, mas muito triste, pensando no tipo de violência que aquela criaturinha já havia passado, nos poucos anos de sua vida, pra reagir daquela forma nesse evento.

Eu acho q isso é reflexo de uma sociedade doente, que perdeu totalmente os seus valores... Ontem eu estava discutindo isso com meus alunos de Estágio... Um dos alunos fez uma comparação entre a sociedade americana e japonesa... Resumidamente, meu aluno disse que o que motiva os americanos a estudar é a competitividade, já os japoneses são motivados por uma satisfação pessoal... Para além da dualidade oriente/ocidente, a nossa reflexão nos levou a concluir que, independente dos motivos, ambos encaram com seriedade a questão do estudo... Mas e aqui??? Qual a motivação??? Ouvimos seguidamente relatos de professores que ouvem de seus alunos que estudar não leva a nada, que é melhor ser traficante, prostituta, bandido... No fundo são crianças que estão sendo “violentadas cotidianamente”... São crianças que carecem de uma base familiar... São crianças que sofrem discriminação... São crianças q estão pedindo socorro!!! E muitas vezes a gente não consegue identificar esse pedido.

Mas isso não é um fato que acontece somente nas camadas populares, não!!! Eu já vi muito “filhinho de papai” com atitudes horrendas... E a minha leitura era a mesma: o que essa criança deve passar em casa, pra agir dessa forma???

Isso tem a ver com a complexidade inerente ao ser humano... Muitas vezes as nossas ações são fruto daquilo q está entalado em nossas gargantas, mas que não conseguimos expressar verbalmente... Nós, que temos o privilégio de trabalhar com gente, como o “humano”, devemos nos “humanizar” e tentar ler essas entrelinhas.

Bem... Pra finalizar minha reflexão vou utilizar um chavão muito batido, mas apropriado pro momento: as crianças vão ser o futuro do Brasil... Mas que futuro será esse se a gente assistir de camarote toda essa gama de violência??? Que tipo de “cidadão” vai fazer parte de nossa sociedade no futuro? Será que queremos perpetuar um padrão de pessoas sem ética, sem valores, sem objetivos, frutos de uma infância de violência, nem um pouco salutar???

Vamos pensar sobre isso!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

Onde está a felicidade?


POR: ALEX BRUNO


Essa é uma pergunta que muitos vivem a se questionar, e a maioria das pessoas estão em busca dessa resposta. Se dizem estar a procura da felicidade.

Mas será que a felicidade é algo que devemos alcançar? Sendo assim, quantas pessoas conseguiram alcançar esse estado psicológico? O que elas usaram para conseguir encontrar a tal felicidade tão sonhada e esperada por muitos?

Se felicidade é algo que devemos buscar alcançar, eu gostaria de saber: Quais as ferramentas que deveríamos usar para obtê-la?

Seria a riqueza, o dinheiro, a fama ou sucesso profissional, que trazem consigo o estado pleno de felicidade? Seriam as pessoas mais bem sucedidas pessoal e profissionalmente, as que realmente estão felizes? Ou felicidade diz respeito a estar ao lado das pessoas que amamos?

São essas questões acima citadas que eu gostaria de “responder” de acordo com minha experiência de vida e baseando-me em leituras e reflexões que me fizeram pensar e refletir sobre o tema em questão.

Nas entrelinhas deste pequeno texto, gostaria de explicitar as minhas idéias e convidar você para refletir junto comigo. Seria eu bom o suficiente para responder a pergunta acima apresentada? Diria que sim, mas não exclusivamente eu Alex Bruno, e sim eu Humano.

Assim como eu, você também tem a capacidade para responder, não só esta mas qualquer outra questão que diz respeito a natureza humana.

Mas, vamos lá...

Eu acredito que “felicidade” não é algo que devemos alcançar, pelo contrário, a felicidade existe e esta presente em nós desde o nascimento ou até mesmo se internaliza em nossa mente através da experiência. Bom, isso não vem ao caso neste momento, uma vez que, o que nos interessa é só saber que a felicidade não precisa ser alcançada, uma vez que você já tem ela dentro de si.

O número de pessoas que conseguiram alcançar a felicidade é impossível de ser calculado, mesmo para um grande matemático, como o meu caro amigo Jânio Medeiros. Isso porque, felicidade é um estado de espírito que não se vive constantemente. Mas se faz presente em momentos diversos da nossa vida, são pequenos gestos, ações, momentos, lembranças e situações que nos fazem feliz, por esse motivo, acredito eu que todo ser humano já experimentou o que é estar feliz, mas poucos sabem reconhecer, pois vivem na ilusão de que ser feliz é estar sempre com um sorriso no rosto, mas a coisa não é bem assim.

Não é preciso usar formula, nem métodos para alcançar a felicidade, a melhor ferramenta que você pode utilizar para ser feliz é a sua Vida.

É claro que a riqueza nos proporciona o conforto, mas não compra uma vida feliz

“O dinheiro compra a cama, mas não o descanso” (Augusto Cury)

“A fama que acompanha o sucesso não proporciona a felicidade” (Augusto Cury)

Belíssimas frases do escritor Augusto Cury, respondem bem a certas questões. Realmente muitas pessoas têm em sua vida: a riqueza, o dinheiro, a fama, o sucesso profissional, mas ainda sim estão pobres de felicidade, enquanto outros podem até não ter esses requisitos, mas simples momentos em sua vida lhes proporciona uma felicidade que não tem preço. Dinheiro compra muita coisa, mas a felicidade jamais estará a venda. Estar ao lado de quem amamos, contribui bastante para a felicidade em nosso espírito e é sempre bom mantermos quem amamos juntos de nós. Então, se a Vida é a melhor ferramenta para ser feliz, como devo utiliza - lá?

Da melhor maneira possível, viva intensamente cada momento, redescubra o prazer de sentir-se feliz por saber que está vivo e que o sol está radiante ao amanhecer. Seja feliz por ter uma família, amigos, pessoas que gostam de você. Abrace a felicidade em pequenas atitudes, um abraço, um beijo, um aperto de mão, um cafuné, enfim, toda forma de carinho traz consigo o estado da felicidade. Encontre motivos simples para sorrir, sorria ao ver uma criança brincando, alguém dançando, cantarolando, e faça o mesmo, ser feliz é manter uma vida cheia de realizações, mas não de realizações materiais e sim de realizações emocionais. Você pode ser a pessoa mais pobre em dinheiro, mas pode se tornar a mais rica em emoções, basta querer.

Então a pergunta acima apresentada, eu diria que SÓ VOCÊ É CAPAZ DE RESPONDER, uma vez que a felicidade esta presente em seu íntimo e só você pode desperta-lá e fazer uso desse estado psicologico tão maravilhoso.

Não espere para depois, reflita as palavras aqui apresentadas e comece desde já a enxergar a sua vida como um espetáculo que a cada dia lhe proporciona um capitulo novo, com novos personagens e histórias fascinantes para descobrir. A melhor maneira de ser feliz é fazendo aquilo que você sempre fez de maneira mais agradavel. Ser feliz é viver intensamente, por isso saiba que a felicidade, não depende de outra coisa ou de outra pessoa, a felicidade só depende de você.

Para concluir essa singela exposição de idéias, gostaria de apresentar um pequeno trecho do livro “Dez Leis Para Ser Feliz” do grande escritor Augusto Cury.

“Ser feliz não é ter uma vida perfeita.

Ser feliz é reconhecer que vale apena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustações.

Ser feliz é deixar de ser vítima de seus problemas e se tornar autor da própria história”

Te desejo de coração que Você seja sempre Feliz!!!


Alex Bruno Soares/ Psicologia 2º período/ UFPB

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Amores Impossíveis


Por: Roberto Mariano


A minha vida sempre foi repleta de situações inusitadas, inclusive, no que diz respeito ao amor. Essas histórias que ouvimos de alma gêmea, príncipe encantado e amor a primeira vista não constam na minha trajetória, muito pelo contrario, tudo que se relaciona ao amor começou com um sentimento que anda juntinho dele: o ódio. Senão ódio, mas pelo menos antipatia, raiva algo que desagrada.

Bem, inicialmente há anos atrás, conheci alguém que achava simplesmente ridículo, humor em demasiado, sempre agradando todo mundo e nada disso eu conseguia enxergar nesta pessoa, embora ela tenha feito parte da minha vida e ter sido muito importante. Aos poucos, mais de imediato melhor dizendo, me vi começando a gostar, gostar... e confesso que fiquei surpreso e com medo ao mesmo tempo, pois nunca havia sentido tal coisa e isso me assustou bastante. Quando percebi que estava amando, me desesperei pois isso seria praticamente impossível, tendo em vista que estava caído de amores por uma pessoa pública, mas que tolo que fui! Uma pessoa admirada por tanta gente, jamais olharia para mim da maneira que eu gostaria já que eu não fazia parte do seu círculo de amizades, era bem mais novo e quase nunca tinha oportunidade de estar junto.

Um dia, o inesperado aconteceu e esta pessoa se aproximou repentinamente sem que eu precisasse fazer nada, dando início a um longo relacionamento de 7 anos, entre idas e vindas. O tempo passou, meu primeiro amor se foi e fiquei sem me interessar por ninguém até que de repente conheço outro alguém que me causa sentimentos negativos da mesma maneira, mas somos tão ingênuos que nem percebemos que estamos prestes a nos apaixonar de novo. Pois bem, esta pessoa me chamou atenção pelos seus modos grosseiros ao tratar os outros, quase sem educação alguma para com as pessoas e isso me irritava de um modo que não sabia explicar porque. Desta vez, passados alguns meses, comecei a reparar em outras características que anularam as que me atraíram de início, fiquei fascinado pelos seus olhos, modo de vestir-se, de nadar, voz e mudanças de comportamento que estavam acontecendo de repente. Bem, estaria tudo perfeito para mais um relacionamento se não houvesse um detalhe: o CASAMENTO. Uma palavra que trás consigo elementos como filhos, companheiro, mas não me importava com isso até então pois não havia um grande laço entre nós ainda.

Passaram-se alguns meses e começamos uma boa amizade, comecei a freqüentar sua casa, conheci sua família, começamos a trabalhar juntos constantemente, mas infelizmente a aproximação que eu esperava não ocorreu até que um dia, depois de uma grande bebedeira, resolvi contar tudo e ver no que ia dar, o resultado? Nada! E a partir de então não toquei mais no assunto, mas tudo isso parece que faz aumentar minha vontade de ter, amar mais ainda. Tenho sonhos constantes e tão reais que acordo com a sensação de ter tocado, sinto o gosto do beijo, cheiro da pele, ouço sua voz dizendo coisas que gostaria de ouvir e de repente me dou conta de que não passou de fantasia minha, algo que desejo tão forte que acredito ter se realizado. Fico extasiado a cada ligação que recebo, um tratamento, uma palavra diferente, uns minutos perto, são suficientes para tornar meu dia, minha semana melhor.

Sinto que a cada dia a possibilidade de algo entre nós se torna mais complicado e quando tento me refugiar olhando outra pessoa, caio na mesma situação: alguém comprometido. Agora, caros leitores, jamais me deixo abater por isso, enquanto meus amores impossíveis não me correspondem vou procurando entre os possíveis até que alguém consiga despertar em mim o mesmo sentimento que tenho hoje por alguém que está fora do alcance de meus braços.

Roberto Mariano, Aluno do curso de Licenciatura em Matemática da UFPB.

João Pessoa, 12 de setembro de 2011. 06:00 am

sábado, 10 de setembro de 2011

Analfabetismo paraibano: Eu sobrevivi e você?

“ Apesar de todo cidadão brasileiro ter direito a ler e escrever, o analfabetismo é uma realidade para 20,2%da população paraibana, segundo dados do IBGE ” (JORNAL DA PARAIBA,Domingo, 4 de setembro, 2011) Ou seja, isso significa que para 757.109 paraibanos ler uma simples matéria em um jornal, ou até mesmo consultar uma receita em um livro é uma coisa impossível. Lembremos que todo brasileiro tem direito é educação de “ qualidade ”, mas isso não é a realidade da Paraíba.

“ (...)há o analfabetismo funcional, quando a pessoa sabe escrever o próprio nome, sabe ler frases simples, faz cálculos elementares, mas não consegue interpretar textos, nem usar a leitura e a escrita em atividades diárias ” (JORNAL DA PARAIBA,Domingo, 4 de setembro, 2011)

Já na outra ponta em 2000 os paraibanos com curso superior contabilizavam apenas 82.499. Paremos e façamos uma reflexão rápida... Como pode um estado crescer e desenvolver-se quando um quinto da sua população se que sabe ler e escrever? O que cada cidadão tem haver com isso? Na minha família tem alguém que ainda não sabe ler e escrever? Como vive uma pessoa que não sabe ler e escrever no mundo extremamente globalizado que vivemos, na era do twitter, facebook, Orkut, MSN e todas as redes sociais que existem? Que tipo de trabalho essas pessoas desenvolvem em nossa sociedade? Bem, são várias perguntas e muito maior o número de respostas prováveis para tais perguntas.

Mais ainda existem frases para analisarmos, segue... Segundo (JORNAL DA PARAIBA,Domingo, 4 de setembro, 2011)

ü A Paraíba, com índice de 20,2% é o 3º estado com maior taxa de pessoas analfabetas, perdendo apenas para Alagoas(22,5%) e Piauí (21,14%)

ü Entre os Estados nordestinos, a Paraíba tem o quarto maior índice de A reprovação . A Paraíba fica no sétimo lugar do ranking nacional

ü A qualidade do ensino nas escolas da Paraíba está baixo do ideal . O número de matriculas na rede básica teve redução de 4,6% entre os anos de 2009 e 2010.

ü Em Santarém, todos os alunos estão atrasados nos estudos; já em Mogeiro, de cada 100 alunos matriculados nas escolas, 82 estão fora da idade ideal.

ü Em 1970, os piores índices de defasagem eram Lucena (100%) ;Cuitegi (100%); Massaranduba (99,8%); Jacaraú (99,4%) e Juarez Távora (99.2%).

Caros leitores, temos muito o que discorrer sobre tudo o que lemos aqui, mas antes disso, acredito que tem muita gente pensando que as coisas estão perdidas, mas isso não é verdade.

Há paraibanos que sonham e se dedicam para reverter o quadro negativo da educação. Um dos exemplos foi encontrado no município de Quixaba, onde há o melhor índice de aprovação do Estado. Um orgulho, visto que Quixaba é uma das cidades menos desenvolvidas da Paraíba, apesar de ser vizinha do município de Patos. Na pequena cidade, os estudantes são levados por um veículo escolar. A maioria mora na zona rural e tem poucas condições financeiras. Não é raro um aluno de Quixaba revelar que vai á escola, principalmente por conta da merenda. As dificuldades não são poucas encontradas pelas crianças. Desistir, talvez, fosse a lição mais fácil. Mas ainda bem que existem PROFESSORES como MARILEUZA GOMES , uma das responsáveis pelo índice de aprovação no município. Basta conversar com ela por cinco minutos para perceber o cuidado que tem com as crianças e adolescentes. A professora e também diretora, explica que a metodologia aplicada na escola é interdisciplinar . “Procuramos trabalhar com a realidade do aluno, dentro dos padrões éticos” frisa.” (JORNAL DA PARAIBA,Domingo, 4 de setembro, 2011)

O município de Quixaba é um belo exemplo de trabalho sério de professores que estão comprometidos com a educação e passam mais horas trabalhando para mudar o quadro atual do que reclamando como velhas moribundas a beira da morte.

Eu sobrevivi ao analfabetismo por muita luta da minha mãe que sempre prezou pela minha educação e por isso sinto-me responsável e incomodado com tantos paraibanos analfabetos. Façamos a mudança, seja no âmbito educacional como no social. Cada cidadão é responsável pela sociedade que temos.

Cobremos mais dos que podem transformar tais realidades, políticos que estão sentados em cadeiras cativas e pagando escolas de primeiro mundo para seus filhos para mais tarde olhar para os analfabetos e se acharem superiores.

Jânio Elpídio de Medeiros, um sobrevivente.

Santa Luzia pode aprender com Rio Tinto.

Vivi meus primeiros anos na minha querida e amada Santa Luzia - PB, hoje resido em Rio Tinto-PB onde estou seguindo meus estudos na área da matemática na UFPB.

Quando aproxima-se a semana da pátria na cidade de Rio Tinto tudo muda, os ares das pessoas, a cidade começa a transforma-se para então festejar com muito orgulho e amor o aniversário da pátria. Essa Semana é regada de muita festa,vaquejada e desfiles cívico militar que é totalmente apoiado pela então prefeita Magna.

É sobre o desfile cívico militar que quero discorrer um pouco.

No dia sete se você estiver em Rio tinto, coloque seu protetor solar e seu óculos esculos no rosto e vá para as principais ruas da cidade e verás um verdadeiro show de plumas, paetês, leques e muito projeto social que vai mostrar através do desfile cívico seu trabalho durante todo o ano letivo.

O desfile começa quando a prefeita e sua comitiva de vereadores e secretários passam por todo o desfile fazendo sua revista e cumprimentando todos os alunos, professores e funcionários e riotintenses que estão ali para prestigiar o grande show. (veja as fotos)



O maior show é das bandas que passam o ano inteiro ensaiando e dedicando-se para fazer do dia sete de setembro uma festa. Posso ver uma expressão de cultura, conhecimento e muita vontade de mostrar que ainda amamos nosso Brasil e somos patriotas. (veja as fotos)


O que Santa Luzia tem a ver com tudo isso?

Acredito que minha estimada cidade deveria apoiar mais as escolas e cidadãos que tem a cultura como fonte de vida e que desejam expor o que melhor sabem. O desfile cívico é uma oportunidade de vislumbrar uma exposição dos trabalhos realizados dentro das escolas e instituições de cultura. Assim como a prefeita Magna, os homens públicos de Santa Luzia. inclusive o prefeito deveriam se mostrar mais patriotas e fazer do dia sete uma expressão de amor pelo Brasil e por nossa Querida Veneza paraibana, Santa Luzia, terra de homens e mulheres inteligentes.

PS: Os desfile é em pleno dia, ou seja, começa por volta das 10 hs e vai até acabar as apresentações de todas as escolas e bandas. A apresentação das bandas é o momento alto do desfile, onde podemos ver um verdade show de cultura.

Jânio Elpídio de Medeiros.

sábado, 27 de agosto de 2011

Errar é Necessário


POR : ANNA PERLA


Equívoco, falta, engano, inexatidão, dúvida, abuso e culpa.

Todas estas palavras podem ser tidas como sinônimos do “erro”. Palavras que nos perseguem diariamente.

Nos últimos dias estive pensando sobre nós, enquanto seres errantes e cheguei à conclusão de que o erro é essencial para que possamos alcançar nossos objetivos de vida.

Mas calma, vamos por partes, afinal aprendi que temos que organizar as idéias para pactuar as informações.

Inúmeros pensadores já trataram sobre esse tema. Voltaire, escritor e filósofo iluminista francês que se opunha à intolerância religiosa e de opinião, certa vez escreveu sobre o tema, e uma de suas frases me chamou atenção. Disse: “Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram.”

Diante desta informação, reconheço que é preciso reconhecer o erro como ferramenta estratégica. Encarar! Ter atitude! Até porque temos que ser sinceros e aceitar que grandes idéias e inúmeras histórias de sucesso tiveram o erro como ponto de partida ou recomeço, na verdade, acredito que o erro é a motivação mais estimulante para colocar em prática o segundo plano.

Por fim, é extremamente importante reconhecer, assumir e confessar um erro, ele é natural, constante e até necessário na vida de qualquer pessoa que deixa de ser estática e se predispõe à evolução.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

EJA e o professor de matemática

Partindo da ideia de que “Freire coloca o aluno como sujeito, e não como objeto do processo educativo, afirmando sua capacidade de organizar a própria aprendizagem em situações didáticas planejadas pelo professor, num processo interativo, partindo da realidade desse aluno” o professor pode imaginar como dever ser seu fazer em sala de aula. Das diversas contribuições que Paulo deixa para o professor do EJA, a mais significativa é Saber reconhecer nos alunos do EJA “os saberes construídos pelos fazeres”. Os alunos que compõem o EJA têm muito que ensinar e tendo o professor o seu oficio pautado pela mediação pode aproveitar seus “saberes” e construir num processo reflexivo novos conhecimentos e sistematizá-los. Com esse exercício o professor do EJA possibilita um tipo de ensino onde “O aluno irá compreender que os conhecimentos que vai construir na escola têm relação com os já construídos em sua vida cotidiana e como é útil e interessante relacioná-los e ampliá-los”.

O Professor de matemática pode e dever ter um mínimo de criatividade e com ela proporcionar um acolhimento maduro, mas sem perder o lúdico e o prazer da reflexão partindo dos “saberes dos alunos”. Exemplo: Uma dinâmica com caráter reflexivo onde esses alunos possam falar de forma resumida de suas vidas, socializando suas experiências.

Para permanecer no EJA o aluno necessita ser valorizado e cativado a cada dia, por tanto a escola deveria ter uma “educação com caráter emancipatório, libertador, problematizador da realidade”. O professor do EJA deve ser bem capacitado, e isso é outro tipo de trabalho que a escola pode desenvolver, possibilitando cursos de capacitação e diálogos permanentes para os professores que atuam no EJA.

Em suma, trabalhar no EJA é mais do que um oficio é acreditar que podemos aprender em qualquer etapa de nossas vidas.


Jânio Elpídio de Medeiros, professor de matemática.

sábado, 20 de agosto de 2011

Video: EU não gosto dos meninos

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No video vários homens e mulheres falam de suas vidas e como lidam com a homossexualidade. Uma bela lição de vida e uma excelente oportunidade de reflexão vislumbrando a possibilidade de uma vida pautada pelo respeito as diferenças.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O beijo

Eddy Souza é aluno do curso de Design da Universidade Federal da Paraíba e uma revelação no mundo do Design. Em uma conversa informal comigo sobre o que fazer para apresentar a disciplina de Estética chegamos a conclusão que o Eddy deveria falar algo relacionado a homossexualidade e como todo artista, mas no caso de Eddy, um artista talentoso,ele resolveu criar uma obra que falasse do beijo homossexual.



O beijo

Por: Eddy Souza

A obra denominada de “ O beijo”manifestou-se da necessidade da exploração da temática homossexual onde, atualmente, esta condição sexual está ligada a noção de uma sexualidade que erroneamente é definida como "contra a natureza" e foi incorporada e acrescida da idéia de pecado. O homossexual então transformou-se em um personagem onde muitos acreditam que nada de seu todo escapa à sexualidade e conseqüentemente o sujeito passou a ser julgado, valorizado, aceito ou rechaçado a partir de sua prática sexual.

O entrelaçamento dos dois símbolos masculinos simboliza todas as orientações sexuais minoritárias e manifestações de identidades de gênero divergentes do sexo designado no nascimento. Pintandos de negro para remeter a todo tipo de preconceito, intolerância ou violência, tanto física quanto emocional sofrida por toda essa população e também cor essa que representa á todos os direitos negados á esse conjunto de pessoas ou as restrições a que elas se submetem, como por exemplo, o beijo em público, que apesar de muitos alegarem que essas pessoas possuem tal liberdade, o beijo homossexual em locais coletivos vem acompanhado de olhares recriminadores, expressões de nojo e violências verbais.

Com o objetivo de uma materialização da técnica pontilhista utilizada pelo artista Roy Lichenstein, as miçangas utilizadas na confecção de bijuterias fora empregadas para a representação dessa técnica, já que os pontos encontrados nas obras do artista seriam melhor representados tridimensionalmente com pequenas esferas. Essas miçangas foram pintadas em seis cores distintas: vermelha, laranja, amarela, verde, azul e lilás. A disposição dessas miçangas coloridas foram inspiradas no símbolo do arco-íris, símbolo este que é a marca do movimento LGBT, representando a união das diferenças. A aleatoriedade da disposição dessas miçangas representa as diversas formar de percepção da homossexualidade, aludindo aos grupos sexuais. Essa segmentação além de remeter as obras de Roy Lichenstein também pode ser interpretada como o próprio preconceito entre os coloridos, onde gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros é algo que só quem pertence a algum segmento da sigla LGBT . A maioria dos héterossexuais costuma acreditar que todas as letras se adoram e convivem em perfeita harmonia, como as cores da bandeira do arco-íris, mas, os homossexuais, essa é uma situação quase utópica.

Gays ‘bofinhos’ não gostam de ‘pintosas’, que não gostam de travestis, que não vão com a cara de lésbicas ‘caminhoneiras’, que não se dão bem com bissexuais patricinhas e assim por diante.

A composição dessa obra causa um impacto intrigante a quem a ver, fazendo com que o observador lide com a temática homossexual logo revelada a partir da observação do símbolo da união homossexual localizada no centro da obra, quanto no ilusionismo causado pela segmentação das esferas coloridas ao redor do mesmo, gerando ao observador a idéia de que de longe a a bandeira parece o arco-íris perfeito, onde todas as cores estão em perfeita harmonia, mas que de perto e de outros ângulos, a bandeira esta bem “segmentada” tanto em conteúdo quanto plasticamente.