sábado, 27 de agosto de 2011

Errar é Necessário


POR : ANNA PERLA


Equívoco, falta, engano, inexatidão, dúvida, abuso e culpa.

Todas estas palavras podem ser tidas como sinônimos do “erro”. Palavras que nos perseguem diariamente.

Nos últimos dias estive pensando sobre nós, enquanto seres errantes e cheguei à conclusão de que o erro é essencial para que possamos alcançar nossos objetivos de vida.

Mas calma, vamos por partes, afinal aprendi que temos que organizar as idéias para pactuar as informações.

Inúmeros pensadores já trataram sobre esse tema. Voltaire, escritor e filósofo iluminista francês que se opunha à intolerância religiosa e de opinião, certa vez escreveu sobre o tema, e uma de suas frases me chamou atenção. Disse: “Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram.”

Diante desta informação, reconheço que é preciso reconhecer o erro como ferramenta estratégica. Encarar! Ter atitude! Até porque temos que ser sinceros e aceitar que grandes idéias e inúmeras histórias de sucesso tiveram o erro como ponto de partida ou recomeço, na verdade, acredito que o erro é a motivação mais estimulante para colocar em prática o segundo plano.

Por fim, é extremamente importante reconhecer, assumir e confessar um erro, ele é natural, constante e até necessário na vida de qualquer pessoa que deixa de ser estática e se predispõe à evolução.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

EJA e o professor de matemática

Partindo da ideia de que “Freire coloca o aluno como sujeito, e não como objeto do processo educativo, afirmando sua capacidade de organizar a própria aprendizagem em situações didáticas planejadas pelo professor, num processo interativo, partindo da realidade desse aluno” o professor pode imaginar como dever ser seu fazer em sala de aula. Das diversas contribuições que Paulo deixa para o professor do EJA, a mais significativa é Saber reconhecer nos alunos do EJA “os saberes construídos pelos fazeres”. Os alunos que compõem o EJA têm muito que ensinar e tendo o professor o seu oficio pautado pela mediação pode aproveitar seus “saberes” e construir num processo reflexivo novos conhecimentos e sistematizá-los. Com esse exercício o professor do EJA possibilita um tipo de ensino onde “O aluno irá compreender que os conhecimentos que vai construir na escola têm relação com os já construídos em sua vida cotidiana e como é útil e interessante relacioná-los e ampliá-los”.

O Professor de matemática pode e dever ter um mínimo de criatividade e com ela proporcionar um acolhimento maduro, mas sem perder o lúdico e o prazer da reflexão partindo dos “saberes dos alunos”. Exemplo: Uma dinâmica com caráter reflexivo onde esses alunos possam falar de forma resumida de suas vidas, socializando suas experiências.

Para permanecer no EJA o aluno necessita ser valorizado e cativado a cada dia, por tanto a escola deveria ter uma “educação com caráter emancipatório, libertador, problematizador da realidade”. O professor do EJA deve ser bem capacitado, e isso é outro tipo de trabalho que a escola pode desenvolver, possibilitando cursos de capacitação e diálogos permanentes para os professores que atuam no EJA.

Em suma, trabalhar no EJA é mais do que um oficio é acreditar que podemos aprender em qualquer etapa de nossas vidas.


Jânio Elpídio de Medeiros, professor de matemática.

sábado, 20 de agosto de 2011

Video: EU não gosto dos meninos

No video vários homens e mulheres falam de suas vidas e como lidam com a homossexualidade. Uma bela lição de vida e uma excelente oportunidade de reflexão vislumbrando a possibilidade de uma vida pautada pelo respeito as diferenças.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O beijo

Eddy Souza é aluno do curso de Design da Universidade Federal da Paraíba e uma revelação no mundo do Design. Em uma conversa informal comigo sobre o que fazer para apresentar a disciplina de Estética chegamos a conclusão que o Eddy deveria falar algo relacionado a homossexualidade e como todo artista, mas no caso de Eddy, um artista talentoso,ele resolveu criar uma obra que falasse do beijo homossexual.



O beijo

Por: Eddy Souza

A obra denominada de “ O beijo”manifestou-se da necessidade da exploração da temática homossexual onde, atualmente, esta condição sexual está ligada a noção de uma sexualidade que erroneamente é definida como "contra a natureza" e foi incorporada e acrescida da idéia de pecado. O homossexual então transformou-se em um personagem onde muitos acreditam que nada de seu todo escapa à sexualidade e conseqüentemente o sujeito passou a ser julgado, valorizado, aceito ou rechaçado a partir de sua prática sexual.

O entrelaçamento dos dois símbolos masculinos simboliza todas as orientações sexuais minoritárias e manifestações de identidades de gênero divergentes do sexo designado no nascimento. Pintandos de negro para remeter a todo tipo de preconceito, intolerância ou violência, tanto física quanto emocional sofrida por toda essa população e também cor essa que representa á todos os direitos negados á esse conjunto de pessoas ou as restrições a que elas se submetem, como por exemplo, o beijo em público, que apesar de muitos alegarem que essas pessoas possuem tal liberdade, o beijo homossexual em locais coletivos vem acompanhado de olhares recriminadores, expressões de nojo e violências verbais.

Com o objetivo de uma materialização da técnica pontilhista utilizada pelo artista Roy Lichenstein, as miçangas utilizadas na confecção de bijuterias fora empregadas para a representação dessa técnica, já que os pontos encontrados nas obras do artista seriam melhor representados tridimensionalmente com pequenas esferas. Essas miçangas foram pintadas em seis cores distintas: vermelha, laranja, amarela, verde, azul e lilás. A disposição dessas miçangas coloridas foram inspiradas no símbolo do arco-íris, símbolo este que é a marca do movimento LGBT, representando a união das diferenças. A aleatoriedade da disposição dessas miçangas representa as diversas formar de percepção da homossexualidade, aludindo aos grupos sexuais. Essa segmentação além de remeter as obras de Roy Lichenstein também pode ser interpretada como o próprio preconceito entre os coloridos, onde gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros é algo que só quem pertence a algum segmento da sigla LGBT . A maioria dos héterossexuais costuma acreditar que todas as letras se adoram e convivem em perfeita harmonia, como as cores da bandeira do arco-íris, mas, os homossexuais, essa é uma situação quase utópica.

Gays ‘bofinhos’ não gostam de ‘pintosas’, que não gostam de travestis, que não vão com a cara de lésbicas ‘caminhoneiras’, que não se dão bem com bissexuais patricinhas e assim por diante.

A composição dessa obra causa um impacto intrigante a quem a ver, fazendo com que o observador lide com a temática homossexual logo revelada a partir da observação do símbolo da união homossexual localizada no centro da obra, quanto no ilusionismo causado pela segmentação das esferas coloridas ao redor do mesmo, gerando ao observador a idéia de que de longe a a bandeira parece o arco-íris perfeito, onde todas as cores estão em perfeita harmonia, mas que de perto e de outros ângulos, a bandeira esta bem “segmentada” tanto em conteúdo quanto plasticamente.

sábado, 13 de agosto de 2011

O Professor no combate ao Bullying: Postura docente que precisa ser vislumbrada.

Nos últimos anos muito se tem discutido sobre o preconceito em todas as esferas da nossa sociedade. Mas a escola ainda é um local onde muitas vezes esses preconceitos começam a aflorar e tornam-se entranhados na vida dos que praticam o preconceito e nas pobres vidas dos que são vítimas desse mal que pode marcar uma pessoa por toda uma vida.

O preconceito em sala de aula hoje é denominado bullying. São piadas homofóbicas, racistas, estéticas, elitistas, dentre outras que as vítimas podem sentir.

Sabemos que existe muito Bullying nas escolas, mas a pergunta que nao quer calar é: Qual o papel do professor no combate ao Bullying? Sou professor e meu maior objetivo é formar cidadãos críticos e reflexivos que sejam capazes de respeitar as diferenças e sobreviver nesse mundo que a cada dia se faz mais plural. O combate ao Bullying é um fator importante na ação docente.

Sejamos mais humanos e capazes de reconhecer as diferenças e ensinar a nossos alunos que o respeitar é base do bom convívio em uma sociedade extremamente pluralizada.

Tornar-se professor nos dias de hoje tem se tornado algo difícil, seja pelo baixo salário, pelas péssimas condições de trabalho, ou até mesmo pelo não reconhecimento da profissão, mas nada justifica a omissão do professor quanto às questões dos direitos humanos que são inerentes a vida de nossos alunos que estão em formação.

Estou aqui através dessas poucas palavras para alertar a importância do combate ao bullying por nós professores, vamos deixar de virar a cara as coisas que muitas vezes chamamos de brincadeira de crianças, pois essas brincadeiras não tem nenhuma graça e podem levar muitas crianças até a morte.

Faço um apelo ao todos os colegas de profissão: Vamos combater o bullying em nossas aulas, pois assim estamos combatendo a falta de tolerância e a violência.

Por um mundo mais tolerante.

Jânio Elpídio de Medeiros


PS:Para os que foram vítimas de Bullying na época da escola deixem aqui seus relatos em forma de comentário. Quem não quiser se identificar escreva como anônimo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entre meus lencóis

Estou aqui com quarenta graus de febre, olhos queimando, boca ardendo, corpo em pedaços. Pior do que tudo isso? Ainda estou terrivelmente assanhado e sujo. Minha vaidade ainda vai me matar.

Sou dramático? Muito... A globo está perdendo um grande autor.

Fico deitando aqui na minha cama em meio aos meus lençóis e começo mais uma vez o processo de reflexão. Calma!!! Vou ao banheiro.

Voltei... Agora vamos refletir.

Esse silêncio que invade meu quarto, esse livros de sociologia, álgebra, análise que estão a minha frente me fazem pensar o quanto estou ficando mais velho. Estou amadurecendo, jajá caio do pé de tão amarelo que estou, mas também só podia acontecer algo assim, a temperatura do meu corpo só aumenta. Quero muito sobreviver dessa crise de garganta para poder no futuro dizer a mim mesmo que vivi sozinho a procura de um colo nas noites frias e que hoje o tenho plenamente.

Náuseas...

Acho que vou vomitar. É até melhor, colocarei para fora tudo o que não me faz bem. Da mesma forma tenho feito em minha humilde vida de cidadão perdido a meios tantos homens que não me compreende. Ow vida... quanta falta de positividade e atitude.

Vou voltar a leitura do meu livro e esperar a febre mais um vez baixar.

Preciso de um banho.

Como poderia me esquecer!!! Seu eu morrer, por favor, façam a celebração do arco íris, Pois eu sou PAR.

Um pobre moribundo, Jânio Elpídio de Medeiros