Mostrando postagens com marcador dietas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dietas. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2012

Magro demais

Baseado no texto do meu amigo professor Marcos Tomé - Dietas já - resolvi escrever algumas linhas para aumentar  o leque das discussões sobre "dietas sociais", por mais que não escreva tão bem como ele,. Desde já fico feliz de saber que existe mais alguém nesse mundo que também faz "dietas sociais".

Recordo-me das várias "dietas sociais" que já fiz na minha vida. Por alguns anos da minha existência "engolia" todo mundo, suporta todos e me achava na obrigação de gostar de todos, pois assim me tornaria alguém "LEGAL". Bem, se passaram os anos e já percebo que preciso das "dietas sociais" para o MEU BEM viver.

Hoje estou magro demais, por conta das dietas. Estou FELIZ!

Por conta dessas várias dietas, existem várias pessoas, próximas ou não a mim, que acham que elas me fazem mal, as entende de forma errôneas, e me julgam de Elitista, abusado, prepotente, e que não gosta das pessoas.

Enganam-se... Eu adoro as pessoas, só não gosto de algumas delas, como por exemplo: pessoas que só querem o mais fácil e usam disso como meta para viver, outras que são Mal-educadas e não respeita seu semelhante, e ainda outras que só tem um belo corpo e nada mais... as mentirosas eu DETESTO, as omissas eu tenho pena. Realmente, estou EVITANDO essas pessoas, e fazendo, diariamente, minha "dieta social"

Antes de terminar esse pequeno ensaio, quero ressaltar uma pequena afirmação minha. "E impossível alguém gostar de todos". O que existe é uma farsa,isso mesmo, algo ligado ao TEATRO e ao fingimento. Quem prática isso, as vezes, é porque precisa e geralmente está pensando no que vai ganhar com a sua farsa diária, ai, podemos citar nossos amigos falsos, alguns políticos, pseudos namorados, até a própria família.

A cada dia sejamos mais críticos e reflexivos, gostemos apenas de quem nos faz bem.

Jânio Elpídio de Medeiros

Dietas já


Por: Marcos Tomé

Estou precisando, urgentemente, fazer uma dieta rigorosa. Ando acima do 'peso social'. O número de pessoas indesejadas tem subido na balança dos meus relacionamentos. Aqui acolá, eu me deparo conversando com algumas delas e estas não colaboram absolutamente em nada para meu bem estar. Foi exatamente o comentário que surgiu entre alguns colegas professores, durante um intervalo. Não sobre a dieta, mas sobre não suportarmos contatos duradouros com pessoas que não sabem, no mínimo, como falar, dialogar, comentar... Alheias a tudo o que se passa no seu cotidiano. A língua, enquanto músculo, tem outras funções além das que já sabemos. Dentre elas, é usada para falar, comunicar, expressar, interagir... E estas seriam, na minha dieta social, o ponto de eliminação de minhas 'gordurinhas'. E quais são estas gordurinhas'?

Falo daquelas 'pseudo intelectuais' que, por fazerem algumas rasas leituras se acham verdadeiras críticas literárias. Pensam estas que, por lerem apenas a capa, ou uma resenha na net, já podem tecer comentários analíticos sobre algum livro. Vai ver, encantaram-se apenas com o colorido da capa, ou deixaram-se enganar pela mídia. Em alguns casos, deve ter acontecido um 'adultério intelectual': o livro foi trocado pelo filme. Este é mais atraente, rápido e tem imagens... E do alto de seu 'púlpito demagógico' acham-se no direito de bancar a intelectualidade personificada. Rui Barbosa genérico. Como tudo no Brasil.

E o que dizer daquelas 'pseudo religiosas'? Estas que vivem proclamando o nome de Deus, colocando no peito espiritual as marcas de sua fé e que, ao se sentirem ameaçadas materialmente, desconstroem tudo o que foi professado? Pior: colocando o nome da Igreja no ridículo, pois se acham capazes de falar em nome da mesma. O velho dilema entre o que se diz e o que se faz. Detalhe: estão à frente de grupos, comunidades, pastorais, ministérios... Quando a falta de amor próprio, a inveja, a ganância entram pela porta, a espiritualidade pula pela janela. E a politicagem, então? Nem me fale! Só que, muitas fezes, por imbecilidade pura, saem fazendo muito barulho. E quem fica, acaba por saber quem realmente eram. E são muitas, as pessoas produtoras dessas toxinas em nosso meio. Será que elas sabem o que estão produzindo? Ou pensam que o que produzem são frutos de santidade e sabedoria divinas?

E quanto aos pseudo críticos e analistas de plantão? A estes, faltam-lhes o mínimo de verdadeiras leituras. E constantes, e atualizadas, e revisadas... É necessário, para quem deseja se dar ao luxo de trabalhar com as palavras, o mínimo de cuidado gramatical. Coisas simples como pontuação, emprego de letras, acentuação gráfica... Por que me refiro a estas pessoas? Porque são algumas das maiores responsáveis pelo derramamento de toxinas neste espaço virtual. As pessoas públicas não tem que cuidar apenas de sua imagem física. É imprescindível zelar por sua 'imagem linguística'. Saber o que falar, onde falar, como falar... para que as toxinas da ignorância não causem aquele desconforto intestinal. Resultado: acabam por ficar enfezadas, ou seja, cheias de fezes. E saem por aí, sujando tudo... (Marcos Tomé)


Ofereço este texto ao meu companheiro de trabalho 
Jânio Medeiros. Com quem tenho a honra de compartilhar algumas ideias durante breves intervalos escolares. Ideias inspiradoras...