Estou aqui com quarenta graus de febre, olhos queimando, boca ardendo, corpo em pedaços. Pior do que tudo isso? Ainda estou terrivelmente assanhado e sujo. Minha vaidade ainda vai me matar.
Sou dramático? Muito... A globo está perdendo um grande autor.
Fico deitando aqui na minha cama em meio aos meus lençóis e começo mais uma vez o processo de reflexão. Calma!!! Vou ao banheiro.
Voltei... Agora vamos refletir.
Esse silêncio que invade meu quarto, esse livros de sociologia, álgebra, análise que estão a minha frente me fazem pensar o quanto estou ficando mais velho. Estou amadurecendo, jajá caio do pé de tão amarelo que estou, mas também só podia acontecer algo assim, a temperatura do meu corpo só aumenta. Quero muito sobreviver dessa crise de garganta para poder no futuro dizer a mim mesmo que vivi sozinho a procura de um colo nas noites frias e que hoje o tenho plenamente.
Náuseas...
Acho que vou vomitar. É até melhor, colocarei para fora tudo o que não me faz bem. Da mesma forma tenho feito em minha humilde vida de cidadão perdido a meios tantos homens que não me compreende. Ow vida... quanta falta de positividade e atitude.
Vou voltar a leitura do meu livro e esperar a febre mais um vez baixar.
Preciso de um banho.
Como poderia me esquecer!!! Seu eu morrer, por favor, façam a celebração do arco íris, Pois eu sou PAR.
Um pobre moribundo, Jânio Elpídio de Medeiros