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sábado, 13 de agosto de 2011

O Professor no combate ao Bullying: Postura docente que precisa ser vislumbrada.

Nos últimos anos muito se tem discutido sobre o preconceito em todas as esferas da nossa sociedade. Mas a escola ainda é um local onde muitas vezes esses preconceitos começam a aflorar e tornam-se entranhados na vida dos que praticam o preconceito e nas pobres vidas dos que são vítimas desse mal que pode marcar uma pessoa por toda uma vida.

O preconceito em sala de aula hoje é denominado bullying. São piadas homofóbicas, racistas, estéticas, elitistas, dentre outras que as vítimas podem sentir.

Sabemos que existe muito Bullying nas escolas, mas a pergunta que nao quer calar é: Qual o papel do professor no combate ao Bullying? Sou professor e meu maior objetivo é formar cidadãos críticos e reflexivos que sejam capazes de respeitar as diferenças e sobreviver nesse mundo que a cada dia se faz mais plural. O combate ao Bullying é um fator importante na ação docente.

Sejamos mais humanos e capazes de reconhecer as diferenças e ensinar a nossos alunos que o respeitar é base do bom convívio em uma sociedade extremamente pluralizada.

Tornar-se professor nos dias de hoje tem se tornado algo difícil, seja pelo baixo salário, pelas péssimas condições de trabalho, ou até mesmo pelo não reconhecimento da profissão, mas nada justifica a omissão do professor quanto às questões dos direitos humanos que são inerentes a vida de nossos alunos que estão em formação.

Estou aqui através dessas poucas palavras para alertar a importância do combate ao bullying por nós professores, vamos deixar de virar a cara as coisas que muitas vezes chamamos de brincadeira de crianças, pois essas brincadeiras não tem nenhuma graça e podem levar muitas crianças até a morte.

Faço um apelo ao todos os colegas de profissão: Vamos combater o bullying em nossas aulas, pois assim estamos combatendo a falta de tolerância e a violência.

Por um mundo mais tolerante.

Jânio Elpídio de Medeiros


PS:Para os que foram vítimas de Bullying na época da escola deixem aqui seus relatos em forma de comentário. Quem não quiser se identificar escreva como anônimo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A escola dos bichos

Rosana Rizzuti


Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

Disponivel em http://www.sotextos.com/a_escola_dos_bichos.htm

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Matemática, minha vida.

Por toda a minha trajetória escolar na disciplina de matemática passei pelos “filhos de um desencantado modo de ver a matemática como moderna”, como frisa VALENTE. Professores que não gostavam de ensinar, mas praticavam o oficio para ao final do mês ter seu suado salário de professor. Lembro de uma professora de matemática com formação em geografia, que sempre falava que um dia as pessoas iam deixar de estudar matemática, pois não precisava mais de descoberta alguma nesta área do conhecimento e já existia calculadoras para nos ajudar com os cálculos e computadores eficazes para calcular o que desejássemos. Foi com esse tipo de mentalidade de alguns professores que minha formação escolar começou.
Que tipo de matemática meus professores me ensinou? Aquela matemática que não parecia servi para muita coisa, cálculos e mais cálculos, sem nenhuma aplicação prática e colocada sempre com muita FACILIDADE, pois os professores não estavam a fim de perder o seu tempo com alunos que tinham dificuldade em matemática. Não lembro nenhum colega reprovado na disciplina de matemática.
Hoje sou universitário do curso de licenciatura em matemática e professor do ensino fundamental da rede privada, e vejo que os meus avôs, bisavôs e tataravôs contribuíram de alguma forma para o saber matemático que temos e usufruímos. Vejo a matemática como uma área do conhecimento necessária para todos nós, humanos, sabendo que algumas pessoas necessitam desse conhecimento bem mais do que outras, mas no fim da historia podemos fazer um resumo e admitir que a matemática é necessária para nossa sobrevivência. Utilizamos a matemática desde o acordar até a hora de dormir, seja ao olhar o relógio, calcular o saldo bancário, ou até na construção de uma bomba nuclear e poderosos aviões de guerra.Para exemplificar o quanto a matemática é importante em nossas vidas, podemos pensar e refletir com algumas interrogações; como projetar uma mesa sem conhecimentos geométricos? Como calcular a velocidade de um carro sem usar de nenhum conhecimento matemático? Como fabricar um programa de computador sem a lógica? Essas interrogações nos deixa inquietos, mas ao mesmo tempo nos conforta e podemos assim admitir o quanto á matemática é presente em nossas vidas.
Vivo sonhando e desejando no mais intimo de minha alma, que quero ser um professor de matemática que saiba vê as heranças deixadas ao logo da historia por nossos parentes de profissão e a partir de NOVAS E VELHAS práticas, possa exercer o melhor do oficio de ser um EDUCADOR MATEMÁTICO. O legado deixado por nossos parentes profissionais é relevante e permite que façamos uma reflexão a cerca de nossas práticas. Hoje faço parte de uma geração que tenta mudar a visão (um bicho de sete cabeças e dez chifres) do que é a matemática, tarefa que não é fácil, mas com toda certeza ficará como herança para outras gerações futura.

Jânio Elpídio de Medeiros
Professor de matemática.