Vivo em crise por refletir sobre tudo, então esse blog serve para compartilhar minhas reflexões a respeito da vida.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
VIVER em sociedade.
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso?
Que desafio, hein?
"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..." (Perto do Coração Selvagem - p.55)
Clarice Lispector
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Penélope Charmosa em defesa das crianças
Caro leitores do Blog "Reflexão todos os dias" estamos chegando perto dos dia das crianças e quero compartilhar com vocês um texto bastante reflexivo da Profª Cristiane Borges. Ela deixa a formalidade acadêmica de lado e escreve de uma forma totalmente clara para vocês leitores do blog. Boa leitura!Oi gente!
Achei muito legal esse lance da gente trocar a fotinha de nosso perfil no face, para uma personagem q nos trouxesse lembranças da infância, em protesto à violência contra crianças... Eu, como adoro a Penélope Charmosa, prontamente aderi...
Mas eu acho que, para além de trocar a foto do perfil, a gente deve aprofundar um pouco as reflexões sobre esse tema... Assistimos, cotidianamente, na mídia de uma forma geral e próximos a nós mesmos, cenas estarrecedoras de violência contra crianças... Violência física, sexual e moral... Esta última muitas vezes velada!!!
Um dia desses aconteceu um lance comigo muito trash... Eu estava dentro de meu carro, em um semáforo, e um menininho, com uns 7/8 anos, me pediu dinheiro... Eu me recuso a dar dinheiro a essas crianças pedintes, porque a gente sabe qual é o destino, né? Eu dou comida, dou brinquedo, dou roupa, mas dinheiro não!!! Pois bem, esse menino, diante da minha negativa, começou a fazer gestos obscenos para mim... No primeiro momento eu fiquei chocada, vendo aquele pirralhinho fazendo aquele monte de coisa com a mão, com a boca, etc... Depois, cai na real, e fiquei muito, mas muito triste, pensando no tipo de violência que aquela criaturinha já havia passado, nos poucos anos de sua vida, pra reagir daquela forma nesse evento.
Eu acho q isso é reflexo de uma sociedade doente, que perdeu totalmente os seus valores... Ontem eu estava discutindo isso com meus alunos de Estágio... Um dos alunos fez uma comparação entre a sociedade americana e japonesa... Resumidamente, meu aluno disse que o que motiva os americanos a estudar é a competitividade, já os japoneses são motivados por uma satisfação pessoal... Para além da dualidade oriente/ocidente, a nossa reflexão nos levou a concluir que, independente dos motivos, ambos encaram com seriedade a questão do estudo... Mas e aqui??? Qual a motivação??? Ouvimos seguidamente relatos de professores que ouvem de seus alunos que estudar não leva a nada, que é melhor ser traficante, prostituta, bandido... No fundo são crianças que estão sendo “violentadas cotidianamente”... São crianças que carecem de uma base familiar... São crianças que sofrem discriminação... São crianças q estão pedindo socorro!!! E muitas vezes a gente não consegue identificar esse pedido.
Mas isso não é um fato que acontece somente nas camadas populares, não!!! Eu já vi muito “filhinho de papai” com atitudes horrendas... E a minha leitura era a mesma: o que essa criança deve passar em casa, pra agir dessa forma???
Isso tem a ver com a complexidade inerente ao ser humano... Muitas vezes as nossas ações são fruto daquilo q está entalado em nossas gargantas, mas que não conseguimos expressar verbalmente... Nós, que temos o privilégio de trabalhar com gente, como o “humano”, devemos nos “humanizar” e tentar ler essas entrelinhas.
Bem... Pra finalizar minha reflexão vou utilizar um chavão muito batido, mas apropriado pro momento: as crianças vão ser o futuro do Brasil... Mas que futuro será esse se a gente assistir de camarote toda essa gama de violência??? Que tipo de “cidadão” vai fazer parte de nossa sociedade no futuro? Será que queremos perpetuar um padrão de pessoas sem ética, sem valores, sem objetivos, frutos de uma infância de violência, nem um pouco salutar???
Vamos pensar sobre isso!!!
domingo, 2 de outubro de 2011
Onde está a felicidade?
POR: ALEX BRUNO
Essa é uma pergunta que muitos vivem a se questionar, e a maioria das pessoas estão em busca dessa resposta. Se dizem estar a procura da felicidade.
Mas será que a felicidade é algo que devemos alcançar? Sendo assim, quantas pessoas conseguiram alcançar esse estado psicológico? O que elas usaram para conseguir encontrar a tal felicidade tão sonhada e esperada por muitos?
Se felicidade é algo que devemos buscar alcançar, eu gostaria de saber: Quais as ferramentas que deveríamos usar para obtê-la?
Seria a riqueza, o dinheiro, a fama ou sucesso profissional, que trazem consigo o estado pleno de felicidade? Seriam as pessoas mais bem sucedidas pessoal e profissionalmente, as que realmente estão felizes? Ou felicidade diz respeito a estar ao lado das pessoas que amamos?
São essas questões acima citadas que eu gostaria de “responder” de acordo com minha experiência de vida e baseando-me em leituras e reflexões que me fizeram pensar e refletir sobre o tema em questão.
Nas entrelinhas deste pequeno texto, gostaria de explicitar as minhas idéias e convidar você para refletir junto comigo. Seria eu bom o suficiente para responder a pergunta acima apresentada? Diria que sim, mas não exclusivamente eu Alex Bruno, e sim eu Humano.
Assim como eu, você também tem a capacidade para responder, não só esta mas qualquer outra questão que diz respeito a natureza humana.
Mas, vamos lá...
Eu acredito que “felicidade” não é algo que devemos alcançar, pelo contrário, a felicidade existe e esta presente em nós desde o nascimento ou até mesmo se internaliza em nossa mente através da experiência. Bom, isso não vem ao caso neste momento, uma vez que, o que nos interessa é só saber que a felicidade não precisa ser alcançada, uma vez que você já tem ela dentro de si.
O número de pessoas que conseguiram alcançar a felicidade é impossível de ser calculado, mesmo para um grande matemático, como o meu caro amigo Jânio Medeiros. Isso porque, felicidade é um estado de espírito que não se vive constantemente. Mas se faz presente em momentos diversos da nossa vida, são pequenos gestos, ações, momentos, lembranças e situações que nos fazem feliz, por esse motivo, acredito eu que todo ser humano já experimentou o que é estar feliz, mas poucos sabem reconhecer, pois vivem na ilusão de que ser feliz é estar sempre com um sorriso no rosto, mas a coisa não é bem assim.
Não é preciso usar formula, nem métodos para alcançar a felicidade, a melhor ferramenta que você pode utilizar para ser feliz é a sua Vida.
É claro que a riqueza nos proporciona o conforto, mas não compra uma vida feliz
“O dinheiro compra a cama, mas não o descanso” (Augusto Cury)
“A fama que acompanha o sucesso não proporciona a felicidade” (Augusto Cury)
Belíssimas frases do escritor Augusto Cury, respondem bem a certas questões. Realmente muitas pessoas têm em sua vida: a riqueza, o dinheiro, a fama, o sucesso profissional, mas ainda sim estão pobres de felicidade, enquanto outros podem até não ter esses requisitos, mas simples momentos em sua vida lhes proporciona uma felicidade que não tem preço. Dinheiro compra muita coisa, mas a felicidade jamais estará a venda. Estar ao lado de quem amamos, contribui bastante para a felicidade em nosso espírito e é sempre bom mantermos quem amamos juntos de nós. Então, se a Vida é a melhor ferramenta para ser feliz, como devo utiliza - lá?
Da melhor maneira possível, viva intensamente cada momento, redescubra o prazer de sentir-se feliz por saber que está vivo e que o sol está radiante ao amanhecer. Seja feliz por ter uma família, amigos, pessoas que gostam de você. Abrace a felicidade em pequenas atitudes, um abraço, um beijo, um aperto de mão, um cafuné, enfim, toda forma de carinho traz consigo o estado da felicidade. Encontre motivos simples para sorrir, sorria ao ver uma criança brincando, alguém dançando, cantarolando, e faça o mesmo, ser feliz é manter uma vida cheia de realizações, mas não de realizações materiais e sim de realizações emocionais. Você pode ser a pessoa mais pobre em dinheiro, mas pode se tornar a mais rica em emoções, basta querer.
Então a pergunta acima apresentada, eu diria que SÓ VOCÊ É CAPAZ DE RESPONDER, uma vez que a felicidade esta presente em seu íntimo e só você pode desperta-lá e fazer uso desse estado psicologico tão maravilhoso.
Não espere para depois, reflita as palavras aqui apresentadas e comece desde já a enxergar a sua vida como um espetáculo que a cada dia lhe proporciona um capitulo novo, com novos personagens e histórias fascinantes para descobrir. A melhor maneira de ser feliz é fazendo aquilo que você sempre fez de maneira mais agradavel. Ser feliz é viver intensamente, por isso saiba que a felicidade, não depende de outra coisa ou de outra pessoa, a felicidade só depende de você.
Para concluir essa singela exposição de idéias, gostaria de apresentar um pequeno trecho do livro “Dez Leis Para Ser Feliz” do grande escritor Augusto Cury.
“Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Ser feliz é reconhecer que vale apena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustações.
Ser feliz é deixar de ser vítima de seus problemas e se tornar autor da própria história”
Te desejo de coração que Você seja sempre Feliz!!!
Alex Bruno Soares/ Psicologia 2º período/ UFPB
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Amores Impossíveis
Por: Roberto Mariano
A minha vida sempre foi repleta de situações inusitadas, inclusive, no que diz respeito ao amor. Essas histórias que ouvimos de alma gêmea, príncipe encantado e amor a primeira vista não constam na minha trajetória, muito pelo contrario, tudo que se relaciona ao amor começou com um sentimento que anda juntinho dele: o ódio. Senão ódio, mas pelo menos antipatia, raiva algo que desagrada.
Bem, inicialmente há anos atrás, conheci alguém que achava simplesmente ridículo, humor em demasiado, sempre agradando todo mundo e nada disso eu conseguia enxergar nesta pessoa, embora ela tenha feito parte da minha vida e ter sido muito importante. Aos poucos, mais de imediato melhor dizendo, me vi começando a gostar, gostar... e confesso que fiquei surpreso e com medo ao mesmo tempo, pois nunca havia sentido tal coisa e isso me assustou bastante. Quando percebi que estava amando, me desesperei pois isso seria praticamente impossível, tendo em vista que estava caído de amores por uma pessoa pública, mas que tolo que fui! Uma pessoa admirada por tanta gente, jamais olharia para mim da maneira que eu gostaria já que eu não fazia parte do seu círculo de amizades, era bem mais novo e quase nunca tinha oportunidade de estar junto.
Um dia, o inesperado aconteceu e esta pessoa se aproximou repentinamente sem que eu precisasse fazer nada, dando início a um longo relacionamento de 7 anos, entre idas e vindas. O tempo passou, meu primeiro amor se foi e fiquei sem me interessar por ninguém até que de repente conheço outro alguém que me causa sentimentos negativos da mesma maneira, mas somos tão ingênuos que nem percebemos que estamos prestes a nos apaixonar de novo. Pois bem, esta pessoa me chamou atenção pelos seus modos grosseiros ao tratar os outros, quase sem educação alguma para com as pessoas e isso me irritava de um modo que não sabia explicar porque. Desta vez, passados alguns meses, comecei a reparar em outras características que anularam as que me atraíram de início, fiquei fascinado pelos seus olhos, modo de vestir-se, de nadar, voz e mudanças de comportamento que estavam acontecendo de repente. Bem, estaria tudo perfeito para mais um relacionamento se não houvesse um detalhe: o CASAMENTO. Uma palavra que trás consigo elementos como filhos, companheiro, mas não me importava com isso até então pois não havia um grande laço entre nós ainda.
Passaram-se alguns meses e começamos uma boa amizade, comecei a freqüentar sua casa, conheci sua família, começamos a trabalhar juntos constantemente, mas infelizmente a aproximação que eu esperava não ocorreu até que um dia, depois de uma grande bebedeira, resolvi contar tudo e ver no que ia dar, o resultado? Nada! E a partir de então não toquei mais no assunto, mas tudo isso parece que faz aumentar minha vontade de ter, amar mais ainda. Tenho sonhos constantes e tão reais que acordo com a sensação de ter tocado, sinto o gosto do beijo, cheiro da pele, ouço sua voz dizendo coisas que gostaria de ouvir e de repente me dou conta de que não passou de fantasia minha, algo que desejo tão forte que acredito ter se realizado. Fico extasiado a cada ligação que recebo, um tratamento, uma palavra diferente, uns minutos perto, são suficientes para tornar meu dia, minha semana melhor.
Sinto que a cada dia a possibilidade de algo entre nós se torna mais complicado e quando tento me refugiar olhando outra pessoa, caio na mesma situação: alguém comprometido. Agora, caros leitores, jamais me deixo abater por isso, enquanto meus amores impossíveis não me correspondem vou procurando entre os possíveis até que alguém consiga despertar em mim o mesmo sentimento que tenho hoje por alguém que está fora do alcance de meus braços.
Roberto Mariano, Aluno do curso de Licenciatura em Matemática da UFPB.
João Pessoa, 12 de setembro de 2011. 06:00 am
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Entre meus lencóis
Estou aqui com quarenta graus de febre, olhos queimando, boca ardendo, corpo em pedaços. Pior do que tudo isso? Ainda estou terrivelmente assanhado e sujo. Minha vaidade ainda vai me matar.
Sou dramático? Muito... A globo está perdendo um grande autor.
Fico deitando aqui na minha cama em meio aos meus lençóis e começo mais uma vez o processo de reflexão. Calma!!! Vou ao banheiro.
Voltei... Agora vamos refletir.
Esse silêncio que invade meu quarto, esse livros de sociologia, álgebra, análise que estão a minha frente me fazem pensar o quanto estou ficando mais velho. Estou amadurecendo, jajá caio do pé de tão amarelo que estou, mas também só podia acontecer algo assim, a temperatura do meu corpo só aumenta. Quero muito sobreviver dessa crise de garganta para poder no futuro dizer a mim mesmo que vivi sozinho a procura de um colo nas noites frias e que hoje o tenho plenamente.
Náuseas...
Acho que vou vomitar. É até melhor, colocarei para fora tudo o que não me faz bem. Da mesma forma tenho feito em minha humilde vida de cidadão perdido a meios tantos homens que não me compreende. Ow vida... quanta falta de positividade e atitude.
Vou voltar a leitura do meu livro e esperar a febre mais um vez baixar.
Preciso de um banho.
Como poderia me esquecer!!! Seu eu morrer, por favor, façam a celebração do arco íris, Pois eu sou PAR.
Um pobre moribundo, Jânio Elpídio de Medeiros
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Evoluir : O "Eu existente" precisa.
Pretendo deixar de ser mais EU para ir em busca do que possa completar o EU que ainda sofre por não sentir-se plenamente completo. O que me falta? Já não tenho tudo?. Falta-me a malicia das mentes obscuras, o olhar mais aguçado, o pisar firme no chão, o correr dos chatos de Platão.
Mas tudo isso seria bom? Se é bom eu não sei, mas não combina comigo, pois pretendo deixar de ser mais eu para ir em busca do completar. Que o complementar seja ainda maior do que o “Eu existente”, que o complementar possa olhar para o “Eu anterior” e ver quão grande foi a evolução, até porque temos que prezar por ela, a desejada evolução. Deixo o que me falta de obscuro e aguçado e de sentimentos pobres para os que evoluem em sentido negativo, façam bom profeito!
Passarei pela vida aprendendo a evoluir, jamais deixarei de exercitar a evolução, pois limitar-se a regras, costumes, dogmas, e verdades pré-estabelecidas podem nos levar a nada, ou até mesmo ao triste e murmurante amanhecer sem sonhos. Viver sem sonhos é o mesmo que não ter vida.
Espero morrer aos cem anos sonhando como seriam os meus duzentos anos.
Hoje o “Eu existente” é do tamanho dos meus presentes sonhos e vive em plena evolução.
Jânio Elpídio de Medeiros.
sábado, 2 de julho de 2011
Respeite você mesmo.
Pretendo viver com a plena consciência de que sou o que realmente penso e acredito, sem normas ou mesmo deveres criados por outrem que nem sabe quem eu sou de verdade. Sei muito bem que devo RESPEITAR todos, pois a base do bem viver é o respeito mútuo. Mas para que isso aconteça me respeito primeiramente. Espero viver, ainda que demore, em uma sociedade que saiba Respeitar de verdade, que seja a casa do dialogo e da tolerância, isso mesmo, tolerância significa [Disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos] . Porque estou pensando nisso a uma hora dessa? Nossa! são 1;47 da manha de um belo sábado. Sei lá, deve ser porque gosto de pensar, refletir.
Tenho uma coisa a falar: "O que os outros pensam de você é apenas pensamentos alheios, eles podem até serem fundamentados por mentes pequenas e muita maldade, mas lembrem-se, você é o que pensa, você é o seu pensar e não o pensar do outro." Seja você mesmo, mesmo que isso custe caro, mesmo que os OUTROS não concordem, mas no fim, você terá a plena certeza de que viveu diante de sua verdade.
Respeite seu semelhante, mas antes se respeite.
Jânio Elpídio de Medeiros
sábado, 18 de junho de 2011
Sobreviver

Vivo no balanço do quase, no processo de reflexão, na busca por mim mesmo, Na esperança de dias melhores onde eu possa ser verdadeiramente livre. Livre dos olhares das serpentes que se preparam para mais um bote contra minha pessoa. Quero está livre dos julgamentos feitos apenas por fatores exteriores que são os que menos nos diz quem somos. É sabido que vivemos em uma selva com vários predadores, mas continuo a viver, pois temos o dever de se manter vivo. Tudo isso caracteriza o meu sobreviver.
Hoje é sábado, 22:09 e estou a refletir...
Jânio Elpídio de Medeiros
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Matemática, minha vida.
Que tipo de matemática meus professores me ensinou? Aquela matemática que não parecia servi para muita coisa, cálculos e mais cálculos, sem nenhuma aplicação prática e colocada sempre com muita FACILIDADE, pois os professores não estavam a fim de perder o seu tempo com alunos que tinham dificuldade em matemática. Não lembro nenhum colega reprovado na disciplina de matemática.
Hoje sou universitário do curso de licenciatura em matemática e professor do ensino fundamental da rede privada, e vejo que os meus avôs, bisavôs e tataravôs contribuíram de alguma forma para o saber matemático que temos e usufruímos. Vejo a matemática como uma área do conhecimento necessária para todos nós, humanos, sabendo que algumas pessoas necessitam desse conhecimento bem mais do que outras, mas no fim da historia podemos fazer um resumo e admitir que a matemática é necessária para nossa sobrevivência. Utilizamos a matemática desde o acordar até a hora de dormir, seja ao olhar o relógio, calcular o saldo bancário, ou até na construção de uma bomba nuclear e poderosos aviões de guerra.Para exemplificar o quanto a matemática é importante em nossas vidas, podemos pensar e refletir com algumas interrogações; como projetar uma mesa sem conhecimentos geométricos? Como calcular a velocidade de um carro sem usar de nenhum conhecimento matemático? Como fabricar um programa de computador sem a lógica? Essas interrogações nos deixa inquietos, mas ao mesmo tempo nos conforta e podemos assim admitir o quanto á matemática é presente em nossas vidas.
Vivo sonhando e desejando no mais intimo de minha alma, que quero ser um professor de matemática que saiba vê as heranças deixadas ao logo da historia por nossos parentes de profissão e a partir de NOVAS E VELHAS práticas, possa exercer o melhor do oficio de ser um EDUCADOR MATEMÁTICO. O legado deixado por nossos parentes profissionais é relevante e permite que façamos uma reflexão a cerca de nossas práticas. Hoje faço parte de uma geração que tenta mudar a visão (um bicho de sete cabeças e dez chifres) do que é a matemática, tarefa que não é fácil, mas com toda certeza ficará como herança para outras gerações futura.
Jânio Elpídio de Medeiros
Professor de matemática.
sábado, 26 de março de 2011
Declaração dos direitos da criança

1º Principio
Todas as crianças são credoras deste direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua,religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.
2º Princípio
A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e deve ter oportunidade para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.
3º Princípio
Toda Criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade
4º Princípio
A Criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequada, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.
5º Princípio
A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.
6º Princípio
A Criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer , sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outras natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
7º Princípio
A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo , seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. OS melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar,aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmo da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
8º Princípio
A criança , em quaisquer circunstância, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.
9º Princípio
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligencia, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.
10º Principio
A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência de que seu esforço e aptidão devem ser opostos a serviço de seus semelhantes.
Em resumo, as Crianças tem muitos direitos e bom que fique bem claro a todos os que são responsáveis por elas, que lugar de Criança é na escola, na rua brincando com os colegas, em fim, em um ambiente sadio e cheio de felicidade.lembre-se que a criança de hoje será o adulto de amanhã. Acredito que queremos adultos responsáveis e gestor de sua vida, e para isso, é necessário muito carinho e amor para com as crianças.
Jânio Elpídio de Medeiros.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Água, cotidiano e Direitos Humanos



Já vão minhas saudações
Aos leitores atentos
Pois num dia como esse
Vou falar de um alento
Que mais do que um recurso
Garante o nosso sustento
Hoje é dia mundial da água
Cristalina e sem sabor
Mas gostaria de saber
Que ser humano não provou
Uma água de beber
Com gosto e odor.
Discuto Direito Humano
Não posso deixar de falar
Mas esse líquido da natureza
Não parece chegar
Em todo lar e pessoa
Que sem ele não pode continuar.
Continuar a viver no mundo
Que a cada dia parece mais poluído.
Mas queria saber se algum animal
Que não pensa e é atrevido
Faz essa água ficar suja
Matando seres vivos.
A água que aprendi na escola
Em lugar nenhum encontrei
Porque a professora me ensinou
E aquilo que estudei
Foi a água inesgotável
Mas isso já desprezei.
A vida que a Declaração Universal garante
Não consigo ver sem a fluidez
O ser humano que se transforma
Com toda sua intrepidez
Não pode considerar um direito
Água pelo ralo toda vez.
Parece todo mundo se interessar
Pelo tema nesse dia
Mas não pense que é assunto anual
Pois me dá uma agonia
Saber que ela pode faltar
E deixar de ser garantia.
Tanto aqui como acolá
Não falta água na torneira
Mas ninguém faz caso dela
Enquanto ver na cumeeira
A marca de molhado da chuva
E um chuveiro funcionando e de primeira.
Artigo quarto da Declaração
Ninguém é servo, nem escravo
Mas já vi em muito lugar
Um futuro encravado
De doença e insalubridade
Condição subumana onde foi encaixado.
Atribuo à discussão de hoje
Um assunto muito atual
O uso de um líquido precioso
De presença mundial
Entretanto não pense nunca
Que ele não pode ter final.
No ambiente da academia
Para além das ciências biológicas
A água deve ser assunto
Das Humanas e da lógica
Pra mais que um tema de aula
Deve estar na prática pedagógica.
Não pense que a discriminação
Que no nosso país é um crime
É um mero soltar de palavras
Afinal quando você não exprime
A indignação democrática e legal
Do pobre ter água boa, pra mim é um crime.
Na escola a professora fala,
No jornal não pode faltar
Até nessa rima que você lê
Vira assunto popular
Mas só queria pedir uma coisa:
Não deixe água se extraviar!
O assunto só vira notícia
Quando a caixa d´água está vazia
Mas não pense que é só no sertão
Lá na minha cidade Santa Luzia
Que a água pode faltar.
Só em pensar já angustia.
Todo mundo pode ir e vir
Isso já é garantido por lei
Mas vejo em muita estrada por aí
O lixo que um dia joguei
Terminou num rio poluído
Isso eu nunca pensei.
Viver um dia como esse
É refletir sobre o que faço
E aprender que água boa
Não é aquela que desgraço
É lembrar que na hora do meu banho
A natureza é atingida por um balaço.
Sei muito bem que é no dia-a-dia
Que consigo aplicar numa boa
Aquilo de que estou a tratar
E para todo ser humano soa
Como mais uma recomendação
Mas agora não pode passar a toa.
Se garantiram a propriedade,
A nacionalidade também,
Vejo-as na Carta Universal
A água ficou aquém
Apesar de não está expressa
Não se ignora a ninguém.
Em pleno século de transformação
A tecnologia se espalha
O dia de hoje ressalta,
O clima vira fornalha,
Tudo o que a gente espera
É ver água na calha.
Pra terminar e continuar
Não quero esse texto no seu email
Quero a água pra todos
Os de hoje, de amanhã e os de “primeiro””
Pra deixar esse líquido raro
Nunca deixar de fazer parte do meio.
Guarabira - PB, 22 de março de 2011
Rommeryto Augusto Oliveira de Morais
-UEPB – CH – CRDHA - História