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sábado, 16 de julho de 2011

Eu prefiro ser fraco.




É incrível como vivemos em um mundo que ter sentimento é algo ruim. Perdoar, entender, considerar, amar, dá outra chance, humilhar-se por quem ama... Tudo isso é considerado atitudes de pessoas fracas. Fico me perguntando o que é ser fraco? E não consigo entender ou ligar fraqueza a capacidade de perdoar, humilhar-se, amar, entender. Fraco é aquele que não tem a capacidade de olhar para dentro de si e feito o exercício da reflexão tentar melhorar humanamente. O que vejo é um pensamento egoísta que nos aconselha a ser frios, arrogantes, sem perdão, sem sentimentos nobres e sempre pensando no EU.
Perdoar é um sentimento que todo cristão deveria ter, a final o próprio Jesus Cristo perdôo quem o humilhou, maltratou, ofendeu com palavras e atitudes. Pedro o negou três vezes, mas mesmo assim, Jesus afirma que ele é uma pedra e sobre essa pedra edificará a sua igreja. Maria Madalena que era uma prostituta e Ele a defendeu entre todos os que se julgavam corretos. Então quem somos nós, pobres humanos cheios de orgulho, prepotência, e donos de verdades criadas à base dos defeitos que consideramos virtudes. Eu sou daqueles que sente uma raiva enorme, mas depois passa, sempre perdôo, mesmo que a pessoa que me ofendeu não saiba que já foi perdoado. Quando perdoamos é a nós mesmo que damos outra chance e vivemos plenamente sem magoas ou rancores.


Jânio Elpídio de Medeiros

terça-feira, 22 de março de 2011

A armadura que visto.


Acho que a armadura que visto já não me serve mais. Talvez esteja na hora de me despir do que me protege de tudo, inclusive do que eu deveria sentir. Mas é com cuidado que me livro dela, com bastante cautela. Não quero que alguém me veja desprotegido e tente me atingir, pois confesso: ainda sou fraco. Sou fraco por não possuir domínio do que tentava me abater, sou fraco por precisar de algo que não me pertence pra me proteger. Fraco por não deixar que me firam para que eu possa sentir a dor e aprender a me restituir dela. Mas preciso de coragem por que sei que quando me despir, e vou, vão me machucar como antes. Vou me ferir, vou sentir a dor, gritar, chorar, implorar para que ela vá embora. Vou olhar para minha armadura e querer vesti-la novamente. Mas mudarei de idéia assim que a dor passar, por que vou aos poucos me tornar uma pessoa mais forte e quanto mais feridas surgirem, mais rápido elas cicatrizarão, menos dor irei sentir e mais atento eu vou estar. Prepararei-me melhor para novas experiências, e como tudo tem dois lados, saberei com o tempo aproveitar melhor os momentos que elas proporcionam, momentos de entusiasmo, de alegria, de ansiedade, momentos que irão fazer meu coração bater mais rápido e que me lembrarão que estou mais forte e mais experiente. Momentos que vão me fazer olhar para traz e saber que aquela velha armadura, que antes usava, já não me pertence mais.

Eddy Souza