segunda-feira, 16 de maio de 2011

APRENDENDO NAS QUEDAS

(Letícia Thompson)

Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos? O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção. Mas precisamos tirar partido dos nossos erros. Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas? As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela.
Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar! Dói no orgulho, principalmente. E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói. Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso. Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente. E nem obrigatoriamente certo.
Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo. Às vezes acertamos, outras erramos. E somos normais assim. Então, numa discussão, numa briga, páre um segundo e pense: "e se eu estiver errado?" É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.
Nosso "eu" nos cega muitas vezes. Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor. Não vemos o lado do outro e nem queremos ver. E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.
E é por que tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações. Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas. E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão? Vida é partilha. E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa. Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar. E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos? Eu duvido. Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar.
Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo. Nunca duvide do seu poder de sobrevivência! Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo. Então, afundar ou andar sobre as águas?
Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.

Texto indicado pelo meu amigo André Andrade - Graduando do curso de Psicologia - Unipê.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Matemática, minha vida.

Por toda a minha trajetória escolar na disciplina de matemática passei pelos “filhos de um desencantado modo de ver a matemática como moderna”, como frisa VALENTE. Professores que não gostavam de ensinar, mas praticavam o oficio para ao final do mês ter seu suado salário de professor. Lembro de uma professora de matemática com formação em geografia, que sempre falava que um dia as pessoas iam deixar de estudar matemática, pois não precisava mais de descoberta alguma nesta área do conhecimento e já existia calculadoras para nos ajudar com os cálculos e computadores eficazes para calcular o que desejássemos. Foi com esse tipo de mentalidade de alguns professores que minha formação escolar começou.
Que tipo de matemática meus professores me ensinou? Aquela matemática que não parecia servi para muita coisa, cálculos e mais cálculos, sem nenhuma aplicação prática e colocada sempre com muita FACILIDADE, pois os professores não estavam a fim de perder o seu tempo com alunos que tinham dificuldade em matemática. Não lembro nenhum colega reprovado na disciplina de matemática.
Hoje sou universitário do curso de licenciatura em matemática e professor do ensino fundamental da rede privada, e vejo que os meus avôs, bisavôs e tataravôs contribuíram de alguma forma para o saber matemático que temos e usufruímos. Vejo a matemática como uma área do conhecimento necessária para todos nós, humanos, sabendo que algumas pessoas necessitam desse conhecimento bem mais do que outras, mas no fim da historia podemos fazer um resumo e admitir que a matemática é necessária para nossa sobrevivência. Utilizamos a matemática desde o acordar até a hora de dormir, seja ao olhar o relógio, calcular o saldo bancário, ou até na construção de uma bomba nuclear e poderosos aviões de guerra.Para exemplificar o quanto a matemática é importante em nossas vidas, podemos pensar e refletir com algumas interrogações; como projetar uma mesa sem conhecimentos geométricos? Como calcular a velocidade de um carro sem usar de nenhum conhecimento matemático? Como fabricar um programa de computador sem a lógica? Essas interrogações nos deixa inquietos, mas ao mesmo tempo nos conforta e podemos assim admitir o quanto á matemática é presente em nossas vidas.
Vivo sonhando e desejando no mais intimo de minha alma, que quero ser um professor de matemática que saiba vê as heranças deixadas ao logo da historia por nossos parentes de profissão e a partir de NOVAS E VELHAS práticas, possa exercer o melhor do oficio de ser um EDUCADOR MATEMÁTICO. O legado deixado por nossos parentes profissionais é relevante e permite que façamos uma reflexão a cerca de nossas práticas. Hoje faço parte de uma geração que tenta mudar a visão (um bicho de sete cabeças e dez chifres) do que é a matemática, tarefa que não é fácil, mas com toda certeza ficará como herança para outras gerações futura.

Jânio Elpídio de Medeiros
Professor de matemática.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SEMANA SANTA, SEMANA DE AMAR.


Estamos em uma semana especial, é SEMANA SANTA.Acredito que não há momento melhor para uma boa REFLEXÃO.Nesta semana, todos encenam a paixão de Cristo, vê o sofrimento cruel de derramamento de sangue, humilhação, desprezo que Jesus, nosso Senhor, Sofre. Mas parece pouco todo esse sofrimento, pois não toca de forma significativa todos os que dizem acreditar Nele. Mas não vamos nos prender no sofrimento de Cristo, pois foi necessário para que pudéssemos obter nossa salvação, acho melhor me voltar as ensinamentos que ele deixou ao longo de sua breve vida. "Jesus ensinou que devemos amar aos outros como o Pai do céu nos ama".Pronto,isso BASTA. Vamos parar um instante e pensar... Se amassemos todos os nossos irmãos como Deus nos ama, a coisa no planeta seria bem diferente, não achas???? Calma, eu sei o quanto é difícil amar a todos. O que quero alertar com essas humildes palavras é a necessidade de amar nossos irmãos, e quando Deus fala em amar, é amar todos mesmo, negros, índios, homossexuais, presos, pobres, prostitutas,em fim, os que estão a margem dessa sociedade que se julga PERFEITA. Cuidado sociedade perfeita para não fazer como os fariseus, os doutores da lei que tudo sabia, mas que não soube se quer reconhecer o messias, o filho de Deus.

Deus ama a cada um de nós... NÃO DEIXE QUE NINGUÉM DIGA QUE DEUS NÃO TE AMA.

DEUS TE AMA MUITO... SEJA FELIZZZZZZ

DESEJO UM EXCELENTE SEMANA SANTA.

JÃNIO ELPÍDIO DE MEDEIROS

sábado, 26 de março de 2011

Declaração dos direitos da criança



1º Principio

Todas as crianças são credoras deste direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua,religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.

2º Princípio

A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e deve ter oportunidade para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.

3º Princípio

Toda Criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade

4º Princípio

A Criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequada, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.

5º Princípio

A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.

6º Princípio

A Criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer , sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outras natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

7º Princípio

A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo , seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. OS melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar,aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmo da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

8º Princípio

A criança , em quaisquer circunstância, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.

9º Princípio

A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligencia, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.

10º Principio

A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência de que seu esforço e aptidão devem ser opostos a serviço de seus semelhantes.




Em resumo, as Crianças tem muitos direitos e bom que fique bem claro a todos os que são responsáveis por elas, que lugar de Criança é na escola, na rua brincando com os colegas, em fim, em um ambiente sadio e cheio de felicidade.lembre-se que a criança de hoje será o adulto de amanhã. Acredito que queremos adultos responsáveis e gestor de sua vida, e para isso, é necessário muito carinho e amor para com as crianças.

Jânio Elpídio de Medeiros.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Água, cotidiano e Direitos Humanos




Já vão minhas saudações
Aos leitores atentos
Pois num dia como esse
Vou falar de um alento
Que mais do que um recurso
Garante o nosso sustento

Hoje é dia mundial da água
Cristalina e sem sabor
Mas gostaria de saber
Que ser humano não provou
Uma água de beber
Com gosto e odor.

Discuto Direito Humano
Não posso deixar de falar
Mas esse líquido da natureza
Não parece chegar
Em todo lar e pessoa
Que sem ele não pode continuar.

Continuar a viver no mundo
Que a cada dia parece mais poluído.
Mas queria saber se algum animal
Que não pensa e é atrevido
Faz essa água ficar suja
Matando seres vivos.

A água que aprendi na escola
Em lugar nenhum encontrei
Porque a professora me ensinou
E aquilo que estudei
Foi a água inesgotável
Mas isso já desprezei.
A vida que a Declaração Universal garante
Não consigo ver sem a fluidez
O ser humano que se transforma
Com toda sua intrepidez
Não pode considerar um direito
Água pelo ralo toda vez.

Parece todo mundo se interessar
Pelo tema nesse dia
Mas não pense que é assunto anual
Pois me dá uma agonia
Saber que ela pode faltar
E deixar de ser garantia.

Tanto aqui como acolá
Não falta água na torneira
Mas ninguém faz caso dela
Enquanto ver na cumeeira
A marca de molhado da chuva
E um chuveiro funcionando e de primeira.

Artigo quarto da Declaração
Ninguém é servo, nem escravo
Mas já vi em muito lugar
Um futuro encravado
De doença e insalubridade
Condição subumana onde foi encaixado.

Atribuo à discussão de hoje
Um assunto muito atual
O uso de um líquido precioso
De presença mundial
Entretanto não pense nunca
Que ele não pode ter final.

No ambiente da academia
Para além das ciências biológicas
A água deve ser assunto
Das Humanas e da lógica
Pra mais que um tema de aula
Deve estar na prática pedagógica.

Não pense que a discriminação
Que no nosso país é um crime
É um mero soltar de palavras
Afinal quando você não exprime
A indignação democrática e legal
Do pobre ter água boa, pra mim é um crime.

Na escola a professora fala,
No jornal não pode faltar
Até nessa rima que você lê
Vira assunto popular
Mas só queria pedir uma coisa:
Não deixe água se extraviar!

O assunto só vira notícia
Quando a caixa d´água está vazia
Mas não pense que é só no sertão
Lá na minha cidade Santa Luzia
Que a água pode faltar.
Só em pensar já angustia.

Todo mundo pode ir e vir
Isso já é garantido por lei
Mas vejo em muita estrada por aí
O lixo que um dia joguei
Terminou num rio poluído
Isso eu nunca pensei.

Viver um dia como esse
É refletir sobre o que faço
E aprender que água boa
Não é aquela que desgraço
É lembrar que na hora do meu banho
A natureza é atingida por um balaço.

Sei muito bem que é no dia-a-dia
Que consigo aplicar numa boa
Aquilo de que estou a tratar
E para todo ser humano soa
Como mais uma recomendação
Mas agora não pode passar a toa.

Se garantiram a propriedade,
A nacionalidade também,
Vejo-as na Carta Universal
A água ficou aquém
Apesar de não está expressa
Não se ignora a ninguém.

Em pleno século de transformação
A tecnologia se espalha
O dia de hoje ressalta,
O clima vira fornalha,
Tudo o que a gente espera
É ver água na calha.

Pra terminar e continuar
Não quero esse texto no seu email
Quero a água pra todos
Os de hoje, de amanhã e os de “primeiro””
Pra deixar esse líquido raro
Nunca deixar de fazer parte do meio.

Guarabira - PB, 22 de março de 2011
Rommeryto Augusto Oliveira de Morais
-UEPB – CH – CRDHA - História

terça-feira, 22 de março de 2011

A armadura que visto.


Acho que a armadura que visto já não me serve mais. Talvez esteja na hora de me despir do que me protege de tudo, inclusive do que eu deveria sentir. Mas é com cuidado que me livro dela, com bastante cautela. Não quero que alguém me veja desprotegido e tente me atingir, pois confesso: ainda sou fraco. Sou fraco por não possuir domínio do que tentava me abater, sou fraco por precisar de algo que não me pertence pra me proteger. Fraco por não deixar que me firam para que eu possa sentir a dor e aprender a me restituir dela. Mas preciso de coragem por que sei que quando me despir, e vou, vão me machucar como antes. Vou me ferir, vou sentir a dor, gritar, chorar, implorar para que ela vá embora. Vou olhar para minha armadura e querer vesti-la novamente. Mas mudarei de idéia assim que a dor passar, por que vou aos poucos me tornar uma pessoa mais forte e quanto mais feridas surgirem, mais rápido elas cicatrizarão, menos dor irei sentir e mais atento eu vou estar. Prepararei-me melhor para novas experiências, e como tudo tem dois lados, saberei com o tempo aproveitar melhor os momentos que elas proporcionam, momentos de entusiasmo, de alegria, de ansiedade, momentos que irão fazer meu coração bater mais rápido e que me lembrarão que estou mais forte e mais experiente. Momentos que vão me fazer olhar para traz e saber que aquela velha armadura, que antes usava, já não me pertence mais.

Eddy Souza

sexta-feira, 18 de março de 2011

Japão: Viver é fundamental.




O japão vive hoje uma tragédia que assusta, alerta e nos coloca em plena REFLEXÃO. É preciso olhar essas imagens e refletir sobre tudo o que nos cerca, envolve e pertence ao nosso ser. Passamos horas e horas trabalhando para dar o melhor para nossos filhos, vida cheia de regalias e quase sempre esquecemos de ensinar que somos fracos diante de determinadas coisas, inclusive da força da natureza.
Por que tem que acontecer tudo isso ????
É melhor não fazer essa pergunta... Prefiro refletir e tirar alguma lição dessa catástrofe.
Será mesmo que tanto sofrimento alheio pode nos trazer alguma lição de vida? Hoje mesmo estava super preocupado com alguns problemas e durante o jornal entrei em um processo de reflexão a respeito do meu problema e o problema de milhares de pessoas que vivem ou tem parente no japão. Sabe qual foi o resultado de toda essa reflexão? percebi o quanto eu sou EGOÍSTA, O QUANTO EU PENSO O MUNDO NUM SENTIDO VERTICAL, EU E DEUS. Precisamos entender de uma vez por todas que vivemos na terra e que nossa relação com Deus começa pelo exercício de viver de forma horizontal, ou seja, vivendo em plenitude com nossos semelhantes. Assim faremos acontecer o reino de Deus. e não existe época melhor do que a quaresma para começar-mos esse exercício.
Nesse momento existe várias pessoas NO JAPÃO pedindo... POR FAVOR ME AJUDE.
Já que não posso fazer muita coisa por eles, fico aqui refletindo e tentando entender a vida.

Boa sorte para o provo do japão.
Que Deus abençoei...

Jânio Elpidio de Medeiros.